quarta-feira, 15 de junho de 2011

Lieb

A gente ama verdadeiramente apenas uma vez e nunca mais...
Depois disso, apenas gostar de estar junto no abraço do antes e do depois, mas não sentir que está para sempre unido com momentâneo, mas intenso medo de perder o homem de sua vida.
A gente sorri pra quem se gosta, mas sem enlêvo, sem aquela inesquecível e infinita ternura, cheia de cumplicidades.
Gostar muito de alguém depois que a gente ama é estar com a permanente sensação de saudades, de nostagia, esperando sempre que o esquecimento um dia chegue, porque milagres não te trazem de volta quem já morreu.
Gostar muito de alguém que não é o seu amor é esperar, impacientemente, que a vida acabe logo para que você possa, de novo, estar com ele.
Não amar quem se gosta é nostalgia de saber que você jamais sentirá de novo aquela vontade de compartilhar os seus mistérios, os seus segredos, de ser devassada em sua alma, em seu corpo, sem reservas. É confiar plena e intensamente sem medo e sem pudores.
É saber-se feliz porque já se viveu um amor e hoje é possível se permitir gostar de alguém.

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