segunda-feira, 8 de agosto de 2011

apenas eu

Eu sou o antes, eu sou o quase, eu sou o nunca. E tudo isso ganhei ao deixar de te amar.
Clarice Lispector.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Não esquecer

Não esquecer é diferente de recordar.
O não esquecimento nos paralisa  e não nos permite seguir adiante.
Não esquecer é atualizar o passado a cada instante, não tornando possível criar um futuro que traga o novo.
É tentar descontar faturas antigas cujo prazo de validade está vencido e que nos subjuga ao passado impedindo um universo de possibilidades que podem ser criadas.
Não esquecer é não se permitir sonhar.
É  (re)viver em cada dia o passado que se perpetua como um fantasma que se recusa a partir.
É manter a alma capturada e o corpo fechado.
É transferir para o Outro o horror de nossa incapacidade de simplesmente recordar.
Não esquecer é (sobre)viver no tormento de nossas infinitas impossibilidades.

sábado, 25 de junho de 2011

Porque você é um chato de galocha....


Conheci poucos iguais a você, confesso.
Você  é daquelas pessoas que não sabe o que dizer mas tampouco sabe calar. É o tipo do homem que diz que não quer, mas não tem certeza.
Quer estar, mas não quer ficar.
Finge estar bem quando o teu mundo é de um vazio que enche qualquer um de tédio.
Vive no estar à toa, de um lado para outro, prestando atenção em coisas tolas pra não se pensar, porque não se pensar é não ter que desistir.
Não desiste porque não quer se entregar porque sabe que se o fizer estará perdido.
Irrita-se com coisas sem importância e não percebe as coisas importantes.
Finge não sentir pra continuar fingindo que não é infeliz.
Por ser tão chato, meu amor, você me cansou....

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Lieb

A gente ama verdadeiramente apenas uma vez e nunca mais...
Depois disso, apenas gostar de estar junto no abraço do antes e do depois, mas não sentir que está para sempre unido com momentâneo, mas intenso medo de perder o homem de sua vida.
A gente sorri pra quem se gosta, mas sem enlêvo, sem aquela inesquecível e infinita ternura, cheia de cumplicidades.
Gostar muito de alguém depois que a gente ama é estar com a permanente sensação de saudades, de nostagia, esperando sempre que o esquecimento um dia chegue, porque milagres não te trazem de volta quem já morreu.
Gostar muito de alguém que não é o seu amor é esperar, impacientemente, que a vida acabe logo para que você possa, de novo, estar com ele.
Não amar quem se gosta é nostalgia de saber que você jamais sentirá de novo aquela vontade de compartilhar os seus mistérios, os seus segredos, de ser devassada em sua alma, em seu corpo, sem reservas. É confiar plena e intensamente sem medo e sem pudores.
É saber-se feliz porque já se viveu um amor e hoje é possível se permitir gostar de alguém.

domingo, 12 de junho de 2011

Apenas para te dizer...

 Dia de domingo.. dia dos namorados... 
que vontade de ficar no teu abraço, que é enorme, de estar naquele cantinho do teu corpo que eu acho que é só meu porque fui eu que descobri...que vontade de quebrar o nosso silêncio e apenas te dizer, bem baixinho, eu te amo.


terça-feira, 7 de junho de 2011

amor de faz de conta

Algumas mulheres, intuitivamente, sabem, desde o início, quando uma relação não vai dar certo, que aquele cara não é "aquele cara", mas ainda assim, mergulham de cabeça no mundo do faz de conta.
Enquanto ele faz de conta que  gosta dela, ela faz de conta que  acredita. Ela faz de conta que está tudo bem, que ele é ótimo e ela retribui do mesmo modo. E de tanto fazer de conta ela acaba acreditando que aquele homem é o amor de sua vida. Beija na boca e até o chama de meu amor. E quando o silêncio e a ausência começam a fazer parte da rotina, finge alguma coisa tipo: "sua ausência marca  presença", e continua fingindo que não se dá conta que ele realmente nunca lhe fez a menor falta.


domingo, 5 de junho de 2011

Fim de caso

Há sempre algo de ridículo nas emoções da pessoa que se deixou de amar.

Mantenha distância!!!

Mantenha-se atrás da faixa amarela, não chegue muito perto, não se acerque de meus traumas, não invada meus mistérios, não se atrite com o meu passado, não tente entender nada: é proibido tocar no sagrado de cada um.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mediocridade

Deus deve amar muito os homens medíocres. Fez vários deles.  Esta frase de Abraham Lincoln, não sei porque, me lembra você.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Casos de amor

Toda mulher já teve em sua vida um canalha.
Já um homem, mais fácil ter na sua vida uma maluca que uma mulher canalha.
Por que as mulheres são mais histéricas que perversas e o homens mais perversos que histéricos.
Nos dois casos uma ótima experiência.
As mulheres precisam ter na vida ao menos um idiota que lhe ensine ser menos ingênua.
E o homem precisa levar um susto com uma bela maluca para aprender a ser mais seletivo nas suas escolhas.
Após um idiota e uma maluca, estamos prontos para um bom caso de amor!
São que nem vacina, necessários para um futuro bom

sábado, 21 de maio de 2011

Uma estranha dentro de mim

Depois de você já não me reconheço...
um olhar,  um leve e inconsequente roçar de lábios, um sentimento que não é porque não pode ser e nunca será,  um gesto que é quase um carinho...
e uma estranha surge dentro de mim, rasga o meu corpo e te busca...

sábado, 23 de abril de 2011

Sua música e você

É o encanto de um sorriso lindo e de uma risada maliciosa...É a sensibilidade que se esconde, mas que se revela na música...É a intensidade que toma conta do silêncio do depois de nós dois...É o cheiro que adere ao meu corpo e permanece em minha cama...É o jeito de ser que me faz gostar do que é e do que faz..Sobretudo, é a ausência que se faz presença que me encanta e e não me deixa ir embora.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Intuição

Nós dois
somos o que eu já sabia sem saber...ou me recusava a saber...
são fragmentos de mensagens mudas,  nem sempre silenciosas porque a intensidade do não-dito é  devastadora
foi teu modo de ser, calado mas bruto, ausente numa presença que machuca, que fere com gosto, com vontade, como se tivesse, de repente, encontrado um modo de descarregar toda a tua impotência frente a vida, a raiva incontida diante de teus sonhos destroçados... perdidos ... irrealizados...
Não sabe o que é ser feliz, tampouco o que é ser infeliz..
Pra você sempre bastou o "estar bem"... momentaneamente... sem pensar.. sem sentir...
Houve um tempo em que eu gostava que você não entendesse a minha fala... ou o meu silêncio...eu pensava que assim eu permaneceria incólume...
Você não conseguiria me tocar e nem sentir... e eu estaria a salvo...

quarta-feira, 9 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

Por não estarem distraídos

Por não estarem distraídos

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O melhor presente

Você foi o meu maior e melhor presente, eu reconheço.
Até mesmo quando sua prepotente falta de autocrítica te invadia e te fazia gritar feito um louco
E você sabe por quê?
Porque a cada vez e cada vez mais você me fazia acreditar que eu sou muito melhor do que eu pensava ser.
E a cada vez, enquanto você ficava  e eu ia indo embora, cada vez mais segura, mais mulher, muito mais gente, de uma espécie que você sequer pode imaginar que eu possa ser.
Mas cá entre nós, eu hoje estou triste. Triste por ter ido e te deixado pra trás, no desamparo e no vazio de seu enorme desaponto.
Esta tristeza, eu sei, um dia vai passar, e de você só vou lembrar o encantamento primeiro,
o seu olhar e o seu sorriso, esse sim, imbatível.
E, certamente, um dia eu terei esquecido também que você nunca soube amar.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eu realmente não sei te quero ainda...
Na verdade eu já não sei se terei forças para suportar as tuas ausências que se tornaram tão repetitivas que chegam a ser entediantes ....Viver esta relação exige de mim ser um pouco bandeirante e muito, mas muito garimpeira...  e eu esfolo as mãos, dilacero a alma, com o coração em frangalhos me deparo com um solo seco, árido, quase abandonado...
E me supreendo, sempre e cada vez, com tua estúpida mania de se esconder .
 O homem alegre, às vezes triste, menino que às vezes quer e, outras, não, ou talvez sim, quem sabe?
Meigo e doce sabe esperar até que eu venha e fique, antes de tudo,
o amigo que consola e afaga sem perguntas, porque sabe...
Olhos que me buscam e me acompanham mas que fogem dos meus....
por tuas dúvidas e certezas, por tua ausência que é tão marcante quanto a minha, pelo que tu és, pelo que sou e fui e como somos.
É tão fácil e tão difícil quanto eu... tão impossível como nós dois..
Isto é uma verdade, não inteira... assim vê: se tu me queres como eu te quero, te busques e me encontre e certamente vais entender o que eu quero te dizer.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Incompreensão

Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços o meu pecado de pensar.

Só dói no começo

"Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa. Dói só no começo
."

domingo, 20 de fevereiro de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

dúvidas

Não mais te reconheço.. ou será que apenas agora comecei a realmente te conhecer... 
de qualquer modo, não gosto do que vejo, do que sinto e do que você é....

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O acontecimento

Se fez anunciar nas cores que surgiram num pequeno toque, num olhar silencioso...
Silencioso e secreto...
Seu brilho perturba, inquieta, prenche todos os vazios sem saturar, se dilata e se transforma...
Veio a princípio a cavalo, banhado pela Mãe, resplandecia sob o luar...
Foi o momento preparatório para a segunda fase, nem por isso menos belo, menos ardente... mas... fugidio..
Permanece, ainda, intangível no seu papel branco.
Em azul, com fulgores de prata, o Acontecimento..
"A virgem foi sacrificada no altar gnóstico.
Arrebator, despertando para o momento mágico.
Fascínio da Pedra, da Terra. Libertação de Abraxas..."

Fascínio II

Fascínio.. de repente todas as palavras mágicas conseguem realizar o milagre do encontro...nenhuma delas permanece sinônimo, passam a ser todas uma única verdade...
Provavelmente é o renascimento de uma outra dimensão há séculos esquecida que nos alcança lançando-nos numa nova realidade...
Passa-se a compreender o significado da existência, louva-se a Deus, a Mãe do Mundo, e com gratidão, entregamo-nos à maravilhosa felicidade de sentir e de viver.
Dimensão mágica, faz parte de nós.. estamos nela como um todo único e indivisível.
Estava traçado. Conseguimos.
O dançarino baila em nossos corações.
Radha despertou e nos sorri,
Um longo caminho nos espera...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Prazo de validade vencido

Não fosse sua enorme capacidade de ser um cretino provavelmente eu ainda estaria envolvida. 
Não fosse a sua extremada incapacidade de sustentar-se diante da vida, não fosse a sua enorme incompetência e a covardia, provavelmente eu ainda seria presa da minha ânsia de brincar de faz de conta de ser feliz com você.
Talvez até eu nem tivesse sequer notado que seu beijo é tão banal e tão, mas tão inconsequente....que chega até a doer... assim como uma dor de dente fora de hora...
Sim, meu caro, você é muito bonito, e sabe disso, mas... eu me pergunto...  de que serve? Na verdade você me faz lembrar muito aquela música, sabe qual? aquela que fala de uma inútil paisagem...
Mas eu acho que eu entendo você...tão apaixonado e tão des-amado....
Sabe, aquelas pessoas que amam muito e não são amadas?
Estão tão acostumadas a buscar amor de periferia que não sabem reconhecer quando alguém as ama de verdade...
Talvez por tudo isso (graças a Deus!!) eu não senti aquela tão sonhada paixão desmedida.
Provavelmente  foi por isso que eu cansei de brincar e de sonhar de faz de conta...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

La arca de Warat

Para donde va mi arca Julieta Rodrigues me mandó ayer un correo que me emocionó, dando origen al texto que edité ayer. Ella se preguntaba, leyendo mi texto acerca do Titanic e da Arca de Noé, para onde vai a Arca de Warat? Qual el sueño que este homem persegue obstinadamente? Y me decía que após tantos anos, como Lispector, às vezes acho que sei, outras, nem sonho. Pero Julieta es una de mis amigas que mejor conoce mis territorios desconocidos, siempre tuvo buenas conversaciones con mis dragones. Ella sabe mejor que yo para donde va mi arca. Yo no tanto, principalmente porque trato de dejarla navegar sin mirar demasiado la cartografía que me permita saber para donde voy. Me conforma que la cartografía me sitúe donde ahora estoy. Tal vez podría decir alguna cosa de por donde me gustaría que vaya el arca de Casa Warat. No obstante eso, existen veces, en que pienso que mis sueños y deseos no son una brújula suficientemente buena. Las aguas están cada vez mas turbulentas y las tormentas en alta mar van en aumento sin ningún momento de sosiego.

Luis Alberto Warat0 comentários

Sábado, 23 de Maio de 2009

sobre Warat e eu


Warazito: tenho lido todos os seus textos, diariamente, como modo de acompanhar sua caminhada pela vida afora. Fico feliz em ter possibilitado a criação de um texto de WARAT.
Entretanto, creio que já disse isso há alguns atrás, toda a sua obra e todos os deslocamentos de sua Arca já estão lá, em Ciência Jurídica e seus dois maridos.
Sempre acreditei e continuo acreditando que este livro é o núcleo central de sua jornada. É obra indispensável para quem pretende se familiarizar com o seu momento atual. Creio que é como se tivesse ocorrido, àquela época, uma tempestade cerebral, emocional e afetiva de todo o conteúdo que vem se desenvolvendo (claro que cada vez com muito mais requinte e sofisticação) em sua trajetória. Um momento raro, quase como uma benção: eis aí o caminho, agora é só caminhar. Não tenho dúvidas em relação a sua caminhada intelectual e ideológica. Para mim resulta muito fácil compreender a sua linguagem. A pergunta que me faço diz respeito ao Warazito, aquele que conheço um pouquinho, aquele que sei das angústias, dos medos, das fragilidades e da imensa capacidade de se doar. Aquele que é um caminhante solidário, mas ao mesmo tempo, especialmente solitário. Pensando em você lembro-me de Jung que afirmava que por mais que duas pessoas se compreendam, se amem, se acumpliciem pela vida afora, ainda que compartilhando os mesmos
ideais, jamais sonharão os mesmos sonhos. saudades meu caro. Julietita


La mirada femenina desde La ciencia juridica y sus dos maridos.
Termino de recibir un conmovedor e-mail de Julieta Rodrigues Saboia Cordeiro, una de las más grandes y queridas exploradoras de mis territorios desconocidos, la que inaugura esa extraña, diferente y maravillosa relación que conseguí construir con las mujeres a lo largo de mi vida si me piden que caracterice o trate de establecer algunas de las coordenadas que fundamentan y hacen de esos vínculos lo que son, no podría. Pero aquellas con las que constití esas relaciones tan particulares e indefinibles saben de lo que estoy hablando. Creo que ellas tampoco podrían dar ninguna caracterizacion de esos vínculos, a pesar que coincidirían en lo que ahora estoy afirmando. Freud se sentiría privilegiado de contar con el cariño, o el amor de La Salome que puede decir yo que cuento con el cariño de un grupo que nunca termina de sorprenderme. No son amores platónicos, tampoco son amores sexuados, son amores que exhalan permanentemente el perfume de la sensibilidad sensual, de una, diría, sensuasensibilidad. Son amores que me constituyen, que forman mi otra, lo femenino que muestra lo que yo no se que soy. Ellas constituyen los flujos mas fuertes de mi subjetividad y son las que me dieron y me siguen dando mi centro de gravedad epistémico (que es fundamentalmente femenino). Todas tienen para mi el más superlativo grado de importancia porque cada una es única y suprema. No existen jerarquías entre las diosas del Olimpo. La única diferencia que podría establecerle sería en la intensidad con que yo gravite en ellas, en la medida que pude ser el otro masculino que les revela algo de ellas que ellas mismas no consiguen saber. En la reciprocidad hermeneutica esta la determinaciòn de los modos en que me gravitan y las gravito. A partir de estos devaneos, que me desperto el email de Julieta, se me ocurrió hacer un grupo de trabajo quincenal o de 20 en 20 dias sobre la mirada femenina a partir de la ciencia juridica y sus dos maridos y de los caminos que esas miradas pueden rebelar o revelar. Espero impresiones. Gracias. Eso a lo mejor explica o suma un sentido mas al hecho de que la Casa Warat integra Mujeres al frente.


Brincar de faz de conta que eu era feliz

Percebo que já não te amo porque acabou aquela enorme vontade de te pedir pra ficar...
Já passou aquela angústia da incerteza do teu querer.. Na verdade, eu nem me importo mais...
Sua estúpida incapacidade de dizer já não me incomoda..
Hoje resta claro, mais do que nunca, que teu enorme ego te engoliu inteirinho... não deixando nada pra eu amar...
Pensando bem, meu caro, teu beijo sequer foi um dos melhores... prevaleceu sempre tua gigantesca vontade em receber..
Retribuindo tanto afeto com migalhas (de pouca qualidade, diga-se de passagem)
E por que fiquei tanto tempo? Deixo o crédito pra minha enorme vontade de brincar de faz de conta que era feliz...

Começo do fim...

De mim, a cada dia que passa olho no espelho e me pergunto porque deixei de te amar...
Talvez porque ficou alguma coisa a fazer, a ver, a sentir... não sei..
Entretanto, continuo sempre em frente e para cima, sentindo de um lado que me fiz um bem em te deixar, e de outro, que há alguma coisa que deixei para trás e para baixo, e que talvez possa me fazer falta um dia desses..

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SHE and HE

O tempo passou e os acontecimentos deixaram de ter importância...estamos juntos...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Retorno II

Enquanto houver encanto em sonhar acordada, contigo, enquanto houver respeito por tudo aquilo que tu és, enquanto houver a certeza de que és meu, continuarei, continuarei te amando.....

Retorno

eu me pergunto se totalidade é aquela do instante repleto de silêncio, no minuto que se amplia no espaço, do momento que já passou mas que se perpetua na certeza de me saber mulher ... e tua.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Re-encontro

Deixar que o pensamento te traga a angústia, cair no desepero, sofrer, ser pedra, ir ao fundo do poço mais escuro de ti mesmo, mil vezes matar-se e morrer  e, finalmente, renascer livre para o re-encontro..

sem reflexos

...e quando é de tarde e faz sol eu me surpreendo não pensando em você. Não pensar em você é esquecer de mim, é estar dentro do eu mesmo, sem ecos e sem reflexos, solta de mim e de você, é estar presa no eu que quase foi você...

Fascínio

Gosto do seu jeito de ser, gosto de você, do que é e do que faz;
mas acima de tudo, gosto deste mundo mágico, à parte, que devagar, sem pressa, estamos construindo pra nós dois...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Louco amor

Eu te amo de um jeito louco,
mas coerente...
eu te amo com paixão,
mas também com muita doçura...
eu te amo de um jeito feliz,
mas um pouco triste...
assim, do meu jeito, eu te amo há muito,
mas não sei se para sempre...

ein verlorene Liebe

Onde estará a tua meiga presença? A vagar, talvez, no espaço infinito a observar a minha eterna angústia pela tua ausência...
Ou talvez, quem sabe? em um novo corpo, aqui, bem perto de mim..
Já conheceu, tenho certeza, a nossa estrela pequenina, e, lá estará a minha espera para o encontro que temos marcado e para onde um dia serei levada pela brisa, que hoje acaricia o meu corpo a pedido teu.

Indiferença

O início é sempre assim...
Momentos de euforia,
de emoções incontidas, pensando-se ser capaz de construir um mundo novo
onde a angústia se transformaria em esperança
Aí, vem a dona realidade
a te mostrar o outro lado da existência,
quando o grito dos enfraquecidos
te sufocam a alma de dolorosa impotência,
 tu descobres o quanto gostarias de ser indiferente

Apenas mais uma lembrança

Pronto. Como uma brisa leve e suave, passou. Você se tornou apenas mais uma das minhas lembranças.
Você, que era uma presença que eu teimava em não perder,  na verdade não queria o tempo todo. E isto foi bonito.
Mais bonito é lembrar que foi a nossa liberdade que nos manteve juntos.
Pois bem, vá até aonde sua necessidade de ir te exija.
Eu te esperei até onde te necessitei.
Eis aí, meu caro, o segredo da nossa inexigida fidelidade.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Inconformismo

Para Julie


Precocemente despertou...
Na agonia de absorver a vida,
percorreu infinitos céus
e mergulhou..
às vezes desprotegida
em profundos infernos.
Dúvidas,
certeza,
questionamentos.
conclusões..
Tempestades de perguntas e respostas
de perguntas
sem respostas..
Viveu,
lutou,
sentiu,
amou
sofreu
vibrou...
O tempo passou
foi-se escoando
vagarosa e vertiginosamente
no passar do tempo
Ficou a mulher
criança amadurecida,
adolescente inconformada.
restou a vivência,
a frustração,
a renúncia,
a experiência..
Permanece a mulher que se aceitou,
mas que continua lutando, pois não se conformou.


 Adélia querida, realmente não me conformei....

aceitação

Desconheço o gostaria de ser, o sentir-se diferente, ansiando um não sei o que que não basta porque não é. Gosto desta abstração em que vivo, porque é nela que eu quase me encontro. Gosto dessa vontade de querer estar e de repente pedir para ir embora. Somos como os opostos que se unem, gerando um todo diferente, que nem a si pertence, porque sozinho é impotente. Eu fico presa porque eu quero e isto é de muita importância para continuarmos tu e eu, porque nós, há muito somos.....

elaboração de uma ausência

Solidão repleta de lembranças inacabadas... seguir em frente, deixando para trás pequenas partes de mim que já não me pertencem.
Retomar o vazio interno que nunca foi preenchido, cada vez mais forte e mais frágil, vestindo roupagens diferentes para não ser re-conhecida. Cerrar os dentes e calar,  não permitir que se perceba o abismo de mim mesma. Contigo elaborei todas as verdades e mentiras, príncipes e sapos, a menina e a mulher, encontrei a cura e não sarei. Hoje percebo que não há volta, quebrou-se o espelho, eu te entendi, passo ao largo e te deixo com teu enorme desaponto, e, se desconfio que ainda não chegou o teu momento, só posso torcer que eu esteja errada, porque, meu amor, eu já fui embora.
Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente: excrucitante

espelho

o que restou da vida por detras do espelho...

Distração

Ontem eu estava distraída... mas, hoje,eu juro: vou lembrar de te esquecer

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

jogo de azar

Se você continua jogando, meu amor, azar o seu. De minha parte, nunca aprendi a jogar,detesto qualquer tipo de jogo, por mais inocente que seja,assim tipo canastra.Não jogo nem aposto. Pra você ter uma idéia eu detesto até tele(aliena)visão. Pensar me consome muito tempo e eu não tenho tempo para parar de pensar.
Sofro, desde criança, de Síndrome Hipercinética e suas tolices agravam o meu problema de desatenção. Limito-me a viver, intensamente (recusando-me, sempre, a sobre-viver), aliás, esta questão de "sobre" nunca foi o meu forte. Prefiro viver distraidamente feliz, você sabe. E eu te asseguro, meu amor, é muito mais divertido...
De qualquer modo, meu querido, deve ser insólito e emocionante  isto de jogar contra você mesmo, chegar sozinho e ganhar de si mesmo. 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Exaustão


teu desamor finalmente me derrotou... desisto...


Faz escuro, mas eu canto

inspirado no poema de Thiago de Mello: “Madrugada Camponesa”
Letra e Música: Roy de Oliveira
Violão, voz, baixo e programação de bateria: Roy de Oliveira


Faz escuro mas eu canto
Mesmo quando o medo é tanto
Mesmo quando sinto frio
Eu canto
Quando a alma está pequena
No peito um vazio profundo
Penso não valer a pena
Mas eu canto
Canto mesmo estando triste
Canto porque sei que a dor existe
Canto porque o pranto em mim insiste
Mas eu canto

e sigo.... distraidamente feliz como sempre...

nós dois

 teimosos, voláteis, intensos, meigos, doces e ausentes... assim somos nós...e é por isso que te amo tanto...

desistência

Cansei de sua infinita incapacidade de entender o subliminar....

desamparo

Warat certa vez escreveu: "Ser ou ficar prisioneiro de afetos que façam ou insinuem, minimamente promessas de afeto é não constatar a validade dessas promessas, basta sentir, minimamente a possibilidade de que alguém nos queira, nos aceite, sem mais, por mais que este afeto (ou esta promessa) esteja carregado de agressividades. A falta de auto estima impede que nos interroguemos sobre os nossos próprios sentimentos. O desejo pelo outro é intoxicante, se aceita o outro a qualquer preço para não perder a única personagem, que em nossas fantasias, pode amar-nos". É isto minha amiga. Reflexões que cada vez mais alargam o abismo e o desamparo que separam o desejo da realidade.

morrer um pouquinho

Obrigada Senhor por ter me livrado dele,
ainda que eu sofra, ainda que ele me faça falta, ainda que eu tenha morrido um pouquinho.
E desejado que ele morresse bem mais. Amém

Urgência

Olha, me desculpe, não posso falar contigo agora... tenho pressa, preciso urgentemente ficar só para tentar te esquecer

Sensibilidade

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.
E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar
Clarice Lispector

Porque ele é assim....

'Ele é como alguém que se afoga e esmaga a cabeça do seu salva-vidas para sobreviver,ele não tem auto estima devido a decepções precoces. Mal amado, não-amado, rejeitado, o que resta senão amar a si mesmo?'
Isabelle Nazaré-Aga

Liberdade

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
Clarice Lispector

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Promessas de desamor

Prometo que vou te esquecer, assim, num minuto e lembrar apenas que você não é capaz de compreender a própria incapacidade de amar...
Prometo lembrar sempre de te esquecer, todos os dias, todas as horas e os minutos de tua ausência
Prometo que não vou chorar nem sofrer quando tentar esquecer o teu olhar, o teu sorriso, as tuas mãos, a tua voz e a nossa música...
Prometo, prometo e prometo que todos os dias vou deixar de te amar... assim, vivendo como uma viciada, um dia de cada vez.

mein liebelicht

nicht bleiben weg von mir ....
Ich liebe dich so ... Liebe deine Stimme, deinen Körper, deine Augen und dein Lächeln

Arrogância...

Sua arrogância desapareceu no instante em que percebeu que eu ia embora...


E foi naquele momento exato, perfeito, que eu decidi ficar... por enquanto....

Carta de adeus para um idiota





Querido

Olha quando você realmente se foi, quando a coisa acabou e vi nosso amor desacontecer, eu quase sofri. E digo quase porque sempre soube que nossa história estava fadada ao fracasso. Não porque isso era óbvio para todos que tinham olhos de ver e ouvidos de ouvir, não só por isso, ou pela infinita diferença que nos separa tão clara, tão grande. Eu digo quase sofri porque o tempo todo ao seu lado eu morria um pouco, e ressurgia outra do lado de cá. Mas eu falo no quase, não por ter sido um quase amor, porque não foi, foi amor dos bons, quente e lindo como eu esperava, eu digo quase sofri porque sabia que não era pra ser um tanto mais, porque um tanto mais me aguardava. Você entende? Alguma coisa aqui dentro sabia que não era possível, porque logo depois viria algo melhor, algo maior, algo mais doce, mais fundo, mais intenso, mais verdadeiro. Algo de inconfessável, algo de inacreditável. Então eu quase sofri você entende? De forma egoísta te considerei uma espécie de preparação, uma espécie de adubo pra ver algo belo crescer, que não era você. Não, não estou te chamando de merda, mas também poderia então te chamo de base, a primeira de mão dessa parede bacana que tenho pintado. Mas você foi absolutamente necessário, entende? Eu sei que pareço egoísta, mas não sou. Ou sou se você quiser, porque agora, realmente já não importa. Porque sabe, em nenhum momento eu acreditei nas suas mentiras. Mentira, em algumas eu acreditei, mas por momentos tão breves, bom, você sabe, você mente mal, mas você mente tanto que cria, praticamente uma realidade paralela e causa aquela estranha impressão de que alguém é louco na história. Tem tom de esquizofrenia, de fantasia, de alegoria. Mas no fim das contas a coisa mesma não passa de sacanagem. Daquelas boas e velhas. E eu? Sim eu sempre soube, mas foi uma situação absolutamente necessária para mim. Assim, simples e rasa, mas essencial e reveladora. Não porque nem todas as situações transformadoras são resultado de revelações luminosas e profundas, às vezes um pilantra e um belo pé na bunda podem fazer milagres para uma mulher inteligente. E você teve essa função. O tempo todo eu sabia que nada daquilo seria e que depois de você algo muito bom aconteceria. Essa mania que inventei de confiar no que não vejo, mas sinto que o vento traz. E eu sabia que entre nós dois a coisa sempre foi uma espécie de preparação. E hoje eu só posso agradecer, não sei bem a quem, ao que, enfim, mas o que veio depois de você é tão, tão...? Difícil dizer, daquele tipo de coisa que não encontramos palavra exata. Alguma coisa entre o mistério e o sublime, entre o muito e o simples entre tantas coisas que você não entenderia. Foi por isso que quase sofri, porque desde sempre percebi que, fundamentalmente, o que nos separava e sempre foi abismo entre nós é uma questão de força e coragem. A mediocridade sempre fez com que você nunca partisse, mas também nunca viesse. Sua casa foi construída sobre um muro. Mas agora preciso te dizer adeus e te agradecer por ter sido tão miserável, só assim estou tendo hoje o que tenho. Você me preparou para esse novo amor. Mágico.

Andréa Beheregaray

domingo, 30 de janeiro de 2011

uma vez e nunca mais

uma vez, apenas uma vez e nunca mais....e e´por isso que eu te gosto tanto e tanto que faço da tua ausência a presença que me encanta...

intensidade

densa..intensa... extremada... perdidamente apaixonada...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

É tempo de ir embora

Tempo de ir embora

Sem cobranças, sem mágoas, sem tristezas, apenas continuar sendo distraidamente feliz porque é a única forma de não sentir a perda do que nunca foi.....
Eu já te disse, de modo diferente, o que você me frustra está fora de minha alçada, não posso evitá-lo, é tarefa sua, e isto não me diz respeito... mas...
...o teu fascínio não me captura mais.
O inacabado ficou comprometido, o que ainda estava por vir e qualquer possibilidade de vir a ser, ainda que transitório, já não é mais possível.
Deixei de sermos nós e isto é um aviso que sempre me lembra de ficar apenas enquanto nós quisermos.
Não existe mais a deliciosa ansiedade da espera de um dia, ainda que apenas por um dia, ser tua. Já não quero que você me deseje de um jeito louco e intenso.
O fugaz teve sabor de duradouro e foi por isto que eu te gostei tanto, e, como nada mais é por enquanto, eu te digo: entendi, lamento...não se preocupe, já fui embora.

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